sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desabafo da meia-noite

(8) sophie turner | Tumblr

Hoje me bateu uma dúvida cruel: quem sou eu? Fiquei  com essa pergunta martelando na cabeça até reunir coragem e pensar um pouco. Se me perguntarem, vou dar um sorriso tímido e dizer meu nome, minha idade, onde nasci, o que gosto de fazer. Será que isso basta? Duvido muito. Posso dizer mais.
No fundo, não sou essa garota tímida e sem-graça que aparento ser. Minha paixão sempre foi a escrita e, de certo modo, as pessoas. Acho que isso me tornou o que sou hoje: uma louca insensata que nunca se aplicou aos padrões. Sinto muito, não sou como as outras meninas. Introvertida, cautelosa, ambiciosa... Ah, essa sou eu hoje. 
Nem sempre fui assim. Houveram tempos de sorrisos mais sinceros e abraços verdadeiros. Quando eu confiava nas pessoas e não tinha medo de viver. Mas tudo bem, porque meu novo eu não é tão ruim. Meu novo eu está envolto em uma muralha de proteção. No entanto, quem conseguir passar por ela receberá de mim todo carinho.
Se tem uma coisa da qual me orgulho é de meu papel como amiga. Está bem, você tem razão... Sou mesmo essa bookworm que vive mais na fantasia do que na realidade. E nem por isso me recusarei a te ajudar. Meus conselhos não são sempre os melhores, mas vêm sempre do fundo. 
A verdade é que eu me preocupo (e muito) com os outros. Não com o que eles pensam ou julgam, mas com o que sentem. Desde pequena sinto que é meu dever cuidar dos outros. Dar-lhes carinho, atenção mesmo que eles tratem de me tosar no canto quando não sentirem mais dor.
Alguns me chamam de boba. Por um tempo, quase acreditei neles. Entretanto, estavam errados. Essa sou eu e pronto. Nasci assim e pretendo continuar assim, pois (já aviso de antemão) não mudo por ninguém. Se quiser me aceitar, que me aceite. Caso contrário, sinto muito, meu bem.
 Aqui acaba meu desabafo. Por hoje, ainda não descobri quem eu sou. Só sei que sou uma mistura de lembranças e emoções. Mas não tem problema, eu não desisto fácil.

sábado, 8 de junho de 2013

Carta ao que passou


Carta ao que passou

Queridos falsos amigos,

Cansei. Minha felicidade não depende mais de vocês. Já perdi tenho demais esperando telefonemas, sorrisos, abraços, palavras sinceras. Depositei minha esperança no lugar errado e sei que, em parte, sou culpada por isso. Fui ingênua, é verdade. Errei e me arrependi. Mais que isso, deixei de confiar.
As pessoas me pareciam tão boas e algum tipo de lente invisível me fazia enxergar amor aonde só há maldade. Talvez eu usasse isso como um mecanismo de defesa contra o mundo real. 
Demorou um tempo, mas aprendi a esperar o pior das pessoas. Confiar em ninguém mais que em mim mesma. A nunca estender a mão em busca de ajuda e nunca mostrar fraqueza.
Não sou metida, sou confiante. Não sou grossa, sou sincera. E se você não souber conviver com isso, sinto muito. Eu costumava ser diferente, mas o mundo muda. Deixei a garotinha doce (e amedrontada) de lado. 
De agora em diante, minha felicidade depende só de mim. E só aqueles que merecem verão meu lado amável, porque tudo é mais alegre quando não me sinto morta por dentro.

Meu sinceros cumprimentos, 

Lola

Obs: Não lhes desejo mal algum, pois de vocês só sinto pena.